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ARTE EM DIÁLOGO, COM AMADOR PEREZ
Durante
o encontro, o consagrado desenhista revisitou sua
trajetória e revelou que a arte é uma necessidade
vital
Foto: Lula Perez

Amador Perez (de camisa azul) recebeu o carinho dos amigos Tereza Miranda, Hélio Eichbauer e Dedé Veloso
Movimento. A palavra define a obra e a postura diante da
arte de um dos mais conceituados artistas plásticos do país: Amador Perez. Em
participação no projeto Arte em Diálogo, realizado na última quarta-feira, 11
de agosto, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA),ele lembrou de sua
trajetória, reafirmou suas referências e as interfaces de sua obra com mestres
que teve durante sua formação artística. Desde sua produção inicial, quando
flertou com a xerografia, até as últimas exposições, onde apresentou trabalhos
mesclando desenhos, gravuras e obras desenvolvidas com meios digitais.
Para o crítico de arte Roberto Cunduru, Perez representa “um
precedente para artistas como Adriana
Varejão, Caetano de Almeida e Vik Muniz, que se situam na atual crise da
imaginação formal investindo conceitual e subjetivamente na reutilização de
obras e imagens pré-existentes”.
Amador, 58 anos, conhecido pela criatividade e versatilidade
de seu trabalho, apresentou ao público suas ideias, suas referências e sua
obra, como a série de desenhos Gioventú, realizada em homenagem ao quadro
homônimo de Eliseu Visconti.
Para Perez, a arte se apresenta de várias formas e pode ter
diversas influências. “Eu passava horas a fio, olhando, absolutamente absorto,
um livro chamado ‘A arte ao alcance da criança’. O fascículo funcionou como uma
ponte na minha auto-educação".
Nascido e criado no Rio de Janeiro, o desenhista estudou em
renomadas instituições cariocas, graduando-se em Projeto Gráfico
pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de onde
guarda boas recordações. “Cheguei a estudar, durante um ano, na Escola de Belas
Artes quando a sede ainda ficava no Museu. Era interessantíssimo atravessar uma
porta e encontrar o que estudamos. Funcionava como uma viagem no tempo”,
afirma.
Foi nesta mesma época que Perez - autor de obras como as
séries Nijinski e Musa - encontrou seu grande mestre – o cenógrafo Hélio
Eichbauer, que esteve presente no encontro.“O contato com o Hélio mudou minha
vida. Me fez ver o que a arte pode significar”, declarou o artista diante de um
auditório cheio.
A palestra comemorou a 12ªedição do Arte em Diálogo, um
encontro promovido entre artista e publico, uma vez a cada mês, pelo Museu
Nacional de Belas Artes. Iniciado em 2007, o projeto já reuniu artistas como Daniel Senise, Manfredo Souzanetto, Gonçalo Ivo,
Flavio Shiró, Luiz Áquila, Tereza Miranda, Malu
Fatorelli, Sergio Fingermann, Suzana Queiroga e Alex Fleming. Para conferir a programação, acesse
www.mnba.gov.br
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