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Conservação & Restauração

O Núcleo de Conservação e Restauração é responsável pela preservação do acervo do Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, prolongando a perenidade dos bens culturais e, deste modo, possibilitando o seu estudo, divulgação e exposição.

As atividades destinadas à conservação e restauração do acervo já eram desenvolvidas em 1937, ano de criação do MNBA e transferência do acervo da Escola Nacional de Belas Artes ao museu, e acompanham toda a trajetória da instituição.

Os métodos utilizados para estas finalidades podem ser classificados como diretos e indiretos. Os métodos diretos compreendem as intervenções nos bens visando à conservação curativa de um dano ou a estabilização de processo de deterioração, inerente aos materiais constituintes dos objetos. Os métodos indiretos constituem as atividades de conservação preventiva que incluem: monitoramento dos objetos, monitoramento das condições ambientais, acondicionamento, manuseio, entre outras atividades.

Objetivando a manutenção da preservação do seu acervo, o MNBA mantem dois amplos e equipados laboratórios de restauração para possibilitar o tratamento de obras sobre papel, pinturas e objetos tridimensionais, onde são executadas as intervenções nas obras. Por meio de convênio ou cooperação técnica, os Laboratórios de Conservação e Restauração do MNBA, podem atender a solicitações de outros museus e instituições afins.

O núcleo de conservação também é responsável pelo monitoramento e gerenciamento das obras em guarda na Reserva Técnica, computando cerca de 22.000 itens.

Em 2006, a reserva técnica praticamente dobrou o seu espaço útil. Atualmente, temos 1.736 metros quadrados para acondicionamento do acervo que não está em exposição. Além da ampliação dos espaços o projeto de modernização da reserva possibilitou a compra de mobiliário adequado e a instalação de um sistema automatizado de ventilação que fornece filtragem e a desumidificação do ar que circula dentro da reserva técnica.

 

Alguns Trabalhos Realizados

 

"Projeto de Restauração da Obra “Alegoria às Artes” de Léon Pallière"

A obra Alegoria às Artes, selecionada para este projeto, foi criada em 1855 para a colocação no teto (marruflagem) da Biblioteca da Academia Imperial de Belas Artes por encomenda de Manuel de Araújo Porto Alegre, então seu diretor. 

O projeto de restauração está em andamento e as obras deverão ser expostas nas galerias do Museu Nacional de Belas Artes em dezembro de 2015.

Autor: LÉON PALLIÈRE
Nº de registro: 648 
Título: Alegoria às artes , 1855 
Material/técnica: óleo sobre tela
Dimensões:  305 x 415 cm
Assinada Pallière Grandjean Ferrª 1855

Outros dois retratos, de autoria de Léon Pallière, intitulados Retrato do pintor italiano Jacopo ou Giacomo Robusti, dito Tintoretto e Retrato do pintor flamengo Peter Paul Rubens, fazem parte dos exemplares salvos da demolição do prédio da Academia Imperial de Belas Artes e também serão restaurados.

Léon Pallière (1823-1887) é filho do pintor Arnaud Julian Pallière e neto do arquiteto Grandjean de Montigny, e obteve formação artística em Paris e na Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.


"Restauração da escultura Santana Mestra, Séc. XVIII"

A escultura Santana Mestra foi doada ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes em 2009,
pela Fundação Yedda & Augusto Frederico Schimidt. O trabalho de conservação e
restauração foi iniciado em 2014 e deverá ser concluído no final de 2015.

Título: "Santana Mestra, séc. XVIII"
Autor: Desconhecido
Nº de registro: 19501
Material/técnica: madeira policromada
Dimensões: 58,5 x 32,5 x 28,5 cm

A primeira etapa realizada foi o estudo da técnica construtiva e das camadas de repinturas
existentes na obra. A intervenção de restauração visa proporcionar a preservação da
policromia e a realização de reintegração cromática nas lacunas da policromia para
recuperação da integridade estética da obra.

 

"Alegoria do Teatro Municipal do Rio de Janeiro: Música – escultura de Rodolfo Bernardelli"

Detalhamento:  o processo de restauração da obra consistiu na execução de consolidação e reforço estrutural, na fixação das partes soltas, recomposição das partes faltantes, limpeza e higienização da escultura para remoção dos contaminantes, estruturação da base, nivelamento do desgaste superficial e aplicação de camada de proteção.

Título: "Alegoria do Teatro Municipal do Rio de Janeiro - Música"
Autor: RODOLFO BERNARDELLI
Nº de registro: 19592
Material/técnica: cimento
Dimensões:  210 x 170 x 160 cm

A obra Alegoria do Teatro Municipal do Rio de Janeiro – Música é uma escultura sedestre executada em argamassa de cimento e areia pelo escultor Rodolfo Bernardelli (1852-1931). O tema é representado por uma mulher segurando na mão esquerda uma lira. Os montantes do instrumento musical foram feitos de argamassa enquanto, as cordas, em bronze.

A obra ficou em exposição na parte externa do MNBA por cerca de vinte anos e apresentava depósito de contaminantes superficiais, fissuras verticais no pedestal de alvenaria que se estendiam até a escultura, perdas de elementos estéticos e desgaste na camada de acabamento da escultura que lhe conferia textura lisa.

Em outubro de 2013, com apoio da Secretaria Municipal de Conservação da Cidade do Rio de Janeiro, o MNBA  realizou o translado da escultura para o pátio interno do museu. Visando a segurança da obra durante a movimentação, foi necessário realizar a desmontagem da escultura em duas partes, anteriormente fixadas pelo artista.


"Primeira Missa do Brasil – tela de Candido Portinari"

A intervenção de restauração realizada em 2013 no MNBA priorizou a realização de procedimento não invasivos relativos à limpeza, à remoção de reintegrações anteriores, à não aplicação de camada protetora uniforme, respeitando a unidade visual e a estabilidade estrutural da obra.

Título: A Primeira Missa no Brasil
Autor: CANDIDO PORTINARI
Nº de registro: 20441
Material/técnica: têmpera sobre tela
Dimensões:  272,5 x 500 cm 
Assinada PORTINARI MONTEVIDEO 1948

O quadro foi pintado por Portinari em 1948, em Montevidéu - ano em que decide ir para o exílio no Uruguai - e foi encomendada pelo português Thomaz Oscar Pinto da Cunha Saavedra para ser exposta na sede do banco Boavista, prédio projetado por Oscar Niemeyer em 1946.

O primeiro procedimento executado pela equipe do Museu Nacional de Belas Artes foi a realização de registro documental com diagnóstico de estado de conservação detalhado, exames pontuais e gerais na obra, além de pesquisa documental para identificação das intervenções anteriores.

 

"Restauração da obra São João Batista , autoria de João Zeferino da Costa"

A obra São João Batista participou da XXVª Exposição Geral de Belas Artes realizada  em 1879 e está em exposição na Galeria de Arte Brasileira do Século XIX no MNBA. Antes do restauro, concluído em 2010, a tela encontrava-se reentelada a cera com uma aplicação de tinta alumínio no verso e estava extremamente frágil e quebradiça com rasgos e perdas em toda sua extensão. A  pintura apresentava  retoques alterados, emassamentos desnivelados e perdas distribuídas por toda obra. As lacunas maiores estavam  concentradas na lateral esquerda e na parte inferior da obra, assim como no lado direito do torso e na coxa.

Título: São João Batista , 1873
Autor: João Zeferino da Costa
Nº de registro: 991
Material/técnica: óleo sobre tela
Dimensões:  201,5 x 132,5 cm
Assinada Roma 1873 J. Zeferino da Costa

O tratamento iniciou-se  pela remoção de contaminantes, do verniz, de retoques/repinturas e de antigos emassamentos que recobriam parte da pintura original. Etapas posteriores: faceamento, desmontagem do chassi, remoção de reentelamento a cera, remoção da cera do verso da obra, planificação, suturas e enxertos do suporte, reentelamento, remoção de faceamento, compensação de volume, colocação em novo chassi, reintegração pictórica  e aplicação de verniz.


"Restauração da obra Projeto de uma Biblioteca: corte longitudinal, autoria de Grandjean Montigny"

Primeiro professor oficial de arquitetura do Brasil, Grandjean de Montigny chegou ao Rio de Janeiro em 1816 como membro da Missão Artística Francesa.  O MNBA possui em sua coleção  cento e cinquenta desenhos  de autoria de Grandjean de Montigny.

Título: Projeto de uma biblioteca: corte longitudinal , 1841 / 1843
Autor: Grandjean de Montigny
Nº de registro: 8657
Material/técnica: bico de pena, aguada de nanquim e aquarela sobre papel colado em cartolina
Dimensões:  36,4 x 48 cm

A obra  Projeto de uma biblioteca: corte longitudinal antes do restauração, concluído em 2008, encontrava-se com sujidades, quatro dobras verticais e perdas superficiais do suporte e de pigmentos. O passe partout apresentava manchas de cola, rasgos e perdas. O tratamento consistiu em remoção da cola e dos resíduos de papel do passe partout, banho em água deionizada, desacidificação, laminação, obturação e reintegração cromática.


"Restauração da obra estudo para capa de catálogo de exposição na Escola Nacional de Belas Artes de autoria de Henrique Bernardelli"

O estudo de Henrique Bernardelli para a capa de catálogo da  exposição com data de 1 julho de 1898 para  Escola Nacional de Belas Artes, restaurado em 2008, encontrava-se com fragmentação do suporte ocasiona  por oxidação da tinta ferrogálica. 

Título: "[Estudo para capa de catálogo da] Exposição Retrospectiva naEscola [Nacional] de Belas Artes"
Autor: Henrique Bernardelli
Nº de registro: 7516
Material/técnica: tinta ferrogálica sobre papel
Dimensões:  21 x 12,7 cm
Assinada: Hbbli

O tratamento consistiu em desacidificação, obturação e laminação do suporte, planificação e reintegração pictórica.

 

"Restauração da escultura Joaquim José da França Junior, autoria de Rodolfo Bernardelli"

A escultura, um busto caricatura do autor teatral e  jornalista França Junior, encontrava-se fragmentada em cerca de oitenta partes.  O processo de restauração, concluído em 2007, consistiu em higienização, separação e organização das partes (por tamanho), fixação criteriosa das oitenta partes, complemantação das rachaduras e ou fissuras decorretes das perdas entre as áreas fixadas.

Título: Joaquim José da França Junior [ jornalista e teatrólogo]
Autor: Rodolfo Bernardelli
Nº de registro: 2976
Material/técnica: terracota modelada
Dimensões:  32 x 16 x 10 cm
Assinada: Rodolpho Bernardelli


"Restauração da obra Primeira Missa no Brasil, de Vitor Meireles."

A obra Primeira Missa no Brasil, de Vitor Meireles – pintada em 1860, em Paris – foi a primeira obra de um artista brasileiro a ser aceita no Salão de Paris. Após a exposição francesa a obra seguiu para o Brasil e, em 1876, foi selecionada para participar da Exposição Universal na Filadélfia (EUA).

Título: A Primeira Missa no Brasil
Autor: VITOR MEIRELES
Nº de registro: 901   
Material/técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 270 x 357 cm
Assinada: V.M.LIMA - 1860

A primeira etapa do trabalho consistiu no mapeamento detalhado do estado de conservação da obra. Este trabalho contou com a participação da equipe de pesquisadores da Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para realização de exames científicos.

A intervenção de restauração na obra visou à recuperação estrutural da tela, remoção do verniz alterado e realização de reintegração cromática nas lacunas da camada pictórica. Por se tratar de intervenção em obra de grandes dimensões, este projeto requereu a aquisição de equipamentos especiais tais como caixa de luz, plataforma, escada modular e cavalete com contrapeso. 


"Restauração da gravura Salão de 1824, autoria de Jean-Pierre-Marie Jazet"

Esta gravura é uma reprodução do óleo sobre tela de François-Joseph Heim, intitulado "Carlos X distribuindo os prêmios aos artistas expositores do Salão de 1824", pertencente à coleção do Museu do Louvre, Paris.

Título: "Salão de 1824" , circa 1827
Autor: Jean-Pierre-Marie Jazet
Nº de registro: 4939
Material/técnica: água-tinta
Dimensões:  61,5 x 91,2 cm (área impressa); 67,4 x 96 cm (suporte)
Assinada:  Gravé par Jazet

Antes do restauro, concluído em 2008, a gravura estava colada em um cartão pelo verso, apresentava escurecimento do suporte, rasgo na parte superior e inferior central e perda na borda esquerda central.

O tratamento consistiu em banho em água deionizada, remoção do cartão no verso da obra,  clareamento e neutralização, desacidificação, laminação, obturação, encolagem, planificação e reintegração pictórica.



Obras em Destaque

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"Sem Título"

Rubem Ludolf 
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